“Pixel espião” e a invasão de privacidade

CIO-SE 23 março 2021 - 10:26

Uma das maiores preocupações de quem utiliza a internet é a segurança das informações que estão sendo fornecidas durante a navegação. Nos últimos tempos, mais do que nunca, os ataques de cibercriminosos têm se tornado cada vez mais comuns. A privacidade que antes era priorizada, agora tem ficado de escanteio, e muitas organizações se aproveitam dessa realidade para se apoderar de informações pessoais que comumente são utilizadas em campanhas de marketing, muitas vezes sem receber o mínimo consentimento do usuário.

O rastreamento invisível em e-mails se tornou uma ferramenta tecnológica utilizada por muitas empresas. O “pixel espião” é geralmente um arquivo em formato de  imagem (.GIF ou .PNG) de 1×1 pixels de dimensão, um tamanho difícil de ser visualizado facilmente. Esse espião geralmente é inserido no rodapé, cabeçalho ou no corpo do e-mail na mesma cor do conteúdo enviado para dificultar a sua identificação. Para ativá-lo não há a necessidade de clicar na imagem ou em algum link, basta o destinatário abrir um e-mail que contenha o “pixel espião”.

As informações que são captadas pelos pixels incluem se o e-mail foi aberto, a quantidade de vezes que foi visualizado, os dispositivos que foram utilizados para abrir e a localização do endereço IP. Essas informações geralmente são utilizadas em campanhas para assim criar o perfil dos clientes com muito mais detalhes. As organizações que aproveitam essas informações afirmam ser essa apenas uma tática e estratégia de mercado usualmente utilizada, porém vale refletir acerca de quão desprovidos de privacidade nós estamos ficando.

Diante desse cenário tão real, a alternativa que se dá para se livrar desse tipo de rastreamento de informações é a utilização de plugins, ou até mesmo soluções pagas que tem como objetivo a segurança através da remoção dos pixels. Uma outra opção é realizar a configuração da caixa de entrada de e-mail para receber e-mails sem imagens, apenas texto. Pode até parecer um pouco exagerado, mas essa seria uma maneira efetiva para barrar qualquer imagem que contivesse o “pixel espião”.

Infelizmente não há muito o que fazer em relação a esse cenário. Ao utilizarmos a internet estamos sujeitos a todo tipo de risco no que diz respeito a privacidade de informações. Porém, procurar estar atento ao conteúdo que se recebe e adotar algumas medidas de proteção podem auxiliar nesse processo.

 

Fonte: Canal Tech